Na mídia

A coluna de Martha Batalha no Jornal O Globo
Textos publicados na Revista Piauí

A vida invisível de Eurídice Gusmão

“Um romance encantador... Será que muito mudou? Nós podemos sentir a autora se perguntar, durante a leitura dessa história em tom de fábula. Na tradução de Eric M. Becker, a empatia de Batalha se manifesta como nostalgia por uma época em que a emancipação feminina envolvia uma máquina de escrever e tragadas de cigarro”.
– New York Times

“Martha Batalha conseguiu construir um história deliciosa e que ainda nos desperta uma necessária reflexão, confirmando a qualidade da literatura nacional contemporânea".
– Bookster, por Pedro Pacífico

“Essa afiada estreia brasileira tem as mesmas cores vivas de uma pintura de art Naif. Um romance que transborda a vida invisível – não apenas a de Eurídice – mas de todo um elenco de mulheres”
- Daily Mail, Londres

“[Batalha] traz à vida não apenas seus muitos personagens, mas as vistas, cheiros e experiências do mundo em que vivem com um toque hábil e irônico. Um romance de estreia encantador e incomum, que atrai os leitores com sua prosa espirituosa e evocativa.”
– The Herald, Escócia

“Um dos melhores livros que li este ano”
– Cora Ronai, O Globo

“Único e encantador.”
– Elle França

“Adoramos a ironia furiosa dessa história”
– Cosmopolitan França

"Um conto irreprimível da vida e do amor”
– Telegraph

“Simples na forma e repleto de conteúdo”
– Valor Econômico 

"Delicado, daqueles romances para ler em uma sentada só!"
– Vogue Brasil

“(...) Martha Batalha contar a história das brilhantes irmãs Guida e Eurídice com humor, consciência social e sagacidade. Um livro inteligente, engraçado e também uma ótima introdução à literatura brasileira."
– Mariana Enriquez, autora de Coisas que perdemos no fogo

Nunca houve um castelo

“(...) a prosa de Batalha esbanja bom humor, numa visão de mundo baseada no tom da crônica, passeando entre fatos e ficções, dando conta dos hábitos da cidade. Parece que as histórias foram feitas à perfeição para serem encaixadas ali, no prazer do comentário irônico, na percepção das dores e dos prazeres de viver.”
– Metrópoles

“Martha Batalha sabe contar histórias. Num panorama literário carregado de selfies, ela consegue virar a câmera em outra direção, usa grandes angulares e zooms com igual habilidade, e acaba compondo o vibrante retrato de um bairro e dos seus tempos.”
– Cora Rónai, o Globo

“Como sempre com Martha Batalha, as mulheres procuram ganhar espaços de liberdade, sob o olhar de homens que as amam sem as compreender. É necessária a leitura desse livro que Jair Bolsonaro odiaria (e ele lê?) e que nós amamos sem reservas.”
Elle França

“O Rio não é mais uma festa e a escrita de Marta Batalha lamenta vivamente essa perda.”
Livres Hebdo

“Tal é o talento de Batalha: escrever uma crônica histórica, um afresco social e uma hilária saga familiar, com os pés na areia de Ipanema.”
Lire

“Martha Batalha escreve com leveza e ironia”
– Il Venerdì di Repubblica

Entrevistas

Tag Livros

“Eurídice, Guida e as outras personagens femininas são amálgamas das mulheres com quem convivi desde a infância, e que, por variadas razões, não conseguiram se realizar. Elas estavam na minha família, na vizinhança, no conservatório brasileiro de música, onde eu me formei em piano e teoria musical. Muitas estavam no rígido colégio de freiras em que eu estudava pelas manhãs e bordava e tecia durante as tardes. Algumas faziam as pazes com o destino e se resignavam com alguma doçura, outras se apagavam, e havia as que ficavam amargas, mal-humoradas. Na medida em que eu entendia mais sobre o mundo, percebi essa amargura/insegurança/ silêncio/frustração como a justa resposta a um destino que lhes foi roubado. Percebi também que havia em muitas delas um potencial perdido. É claro que nada disso era explícito, acho que nem elas eram capazes de elaborar. Era, enfim, uma visão pessoal, a minha forma de entender essas mulheres, e, com o sucesso do livro, percebi que, como você disse, muitas mulheres poderiam se reconhecer na trama e nas personagens.


 

Quatro Cinco Um, por Marília Kodic

“Como autora brasileira, produzindo nesse momento confuso e de extremos, eu tento todos os dias encontrar a medida entre absorver a realidade e não ser paralisado por ela.  Como transformar as notícias e as frustrações numa narrativa coerente (pelo menos e por enquanto, dentro de mim)? Qual a medida certa entre inteirar-se do que se passa pelas mídias sociais e proteger-se para não ser consumida e deprimida pela mesma? Não tenho a resposta, mas penso nisso todos os dias. Penso que é preciso haver sabedoria para entender o que deve ser absorvido e o que é ruído e deve ser ignorado. Se não for, é o outro lado que ganha, e o pior do Brasil vai conseguir destruir a criatividade de todos nós.

 

Brasil 247, por Denise Assis 

“Meus pais falavam sobre a ditadura com um imenso sentimento de perda. Eu me lembro do meu pai me explicando como os milicos entregaram o país para os americanos. Engraçado, contando isso agora para você, eu consigo vê-lo com os olhos tristes e perdidos, já pelo terceiro copo de cerveja, falando Entregaaaaram. Entregaaaaram. É uma cena que eu, aos nove anos, gravei para nunca mais esquecer, e a ferida deles se tornou a minha, muito antes de eu poder entender historicamente o que havia acontecido. Meu pai votou pela primeira vez para presidente comigo, eu com 16 anos, ele com 40. Votamos no Brizola".